A preparação correta da calda de herbicidas exige atenção à água, à compatibilidade entre formulações e à sequência de entrada dos produtos no tanque. Segundo o engenheiro agrônomo Guilherme Munhoz, respeitar a ordem de mistura é fundamental para preservar a estabilidade da calda, reduzir riscos operacionais e manter a eficiência da aplicação.
Antes do preparo, a orientação é verificar a qualidade e o pH da água, conferir a bula e as recomendações dos fabricantes e evitar combinações sem avaliação prévia de compatibilidade. A agitação deve ser mantida durante o processo, desde o enchimento parcial do tanque até a aplicação.
A sequência indicada começa pelos pós molháveis ou dispersíveis em água, identificados como WP, WDG e WG. Em seguida entram as suspensões concentradas, SC, e os pós solúveis, SP. Depois são adicionadas as suspensões aquosas ou demais formulações em suspensão, seguidas pelas soluções, SL, e pelos concentrados emulsionáveis, EC. Óleos e adjuvantes normalmente ficam para o final, conforme recomendação do fabricante.
O pH da água também influencia a estabilidade e a eficiência dos herbicidas. A faixa de referência apresentada como ideal para a maioria dos produtos fica entre 5,0 e 6,5. Valores fora desse intervalo podem favorecer degradação, perda de eficiência, precipitação e entupimento de bicos e filtros. Quando houver necessidade de ajuste, devem ser usados produtos específicos e sempre conforme as orientações de uso.
No preparo, recomenda-se encher parcialmente o tanque e iniciar a agitação, fazer as pré-misturas dos produtos em pó, adicionar os produtos na sequência correta e só então completar o volume de água. O objetivo é reduzir incompatibilidades, precipitados e perdas de eficiência, além de melhorar a segurança e a qualidade operacional.

