O ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis) é uma das pragas que mais exigem atenção no cafezal, devido aos danos que esse parasita causa à cultura. Conhecido também como o ácaro do café, ele pode provocar lesões em folhas, frutos e ramos e ainda transmitir o vírus associado à mancha anular do cafeeiro.
Quando o problema não é identificado cedo, a lavoura perde o enfolhamento, produtividade e capacidade de sustentar a próxima safra. Por isso, é essencial saber identificar os sintomas e o controle eficaz.
Neste texto, explicamos esses pontos e muito mais. Então, continue lendo este conteúdo até o final para saber como proteger sua safra e garantir a boa produtividade e qualidade dos grãos.
O que é o ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis)?
O ácaro-da-leprose, cujo nome científico é Brevipalpus phoenici, é um artrópode de tamanho reduzido, de corpo achatado e coloração alaranjada, que pode apresentar manchas escuras conforme a idade, a alimentação e as condições ambientais.
A espécie está presente durante todo o ano, mas tende a apresentar picos populacionais em períodos mais secos, com menor volume de chuvas. Em condições quentes, o ciclo pode ser mais rápido, favorecendo o aumento da população.
Além dos danos diretos causados pela alimentação da praga na planta, o ácaro atua como vetor do vírus associado à mancha anular do café. Por isso, a presença da praga não deve ser avaliada apenas pela quantidade de indivíduos encontrados, mas também pelo risco de disseminação da doença.
Sintomas da mancha anular do cafeeiro
Os primeiros sintomas aparecem nas folhas. E, como mencionado anteriormente, neste mesmo conteúdo, é fundamental saber identificá-los para que o controle correto seja feito rapidamente.
Nas folhas, os primeiros sinais aparecem como pequenos pontos amarelados, anéis cloróticos ou manchas irregulares que acompanham as nervuras. Também podem surgir áreas necrosadas na face inferior, próximas à nervura principal.
Em ataques intensos, a desfolha costuma avançar de dentro para fora da planta, reduzindo a área disponível para a fotossíntese, enfraquecendo ainda mais a planta.
Nos frutos verdes, as lesões geralmente são irregulares, deprimidas e de cor marrom-clara, semelhante à ferrugem. Com o tempo, podem escurecer e sofrer a colonização de fungos. Em períodos úmidos, também é possível observar estruturas esbranquiçadas sobre as lesões.
É importante diferenciar a mancha anular de outros problemas foliares. A confirmação deve considerar o histórico da área, a distribuição dos sintomas e a presença do ácaro. Uma inspeção técnica evita confundir a doença com deficiência nutricional, fitotoxicidade ou outras doenças do cafeeiro.
Como o ácaro é transmitido e quais são seus danos?
A transmissão ocorre principalmente quando o Brevipalpus phoenicis se alimenta de uma planta infectada e, depois, passa para outra planta.
A movimentação de folhas, frutos, ramos e mudas infestados também pode contribuir para levar a praga a novos pontos da lavoura. O ácaro é muito pequeno, sendo assim, o monitoramento visual precisa ser frequente e minucioso.
Os prejuízos vão além das manchas. A queda prematura das folhas diminui a fotossíntese e enfraquece a planta. A queda de frutos aumenta o café de varrição, enquanto as lesões podem abrir portas para microrganismos, incluindo fungos que afetam a qualidade do produto.
Em situações severas, também podem ocorrer seca de ramos, redução da vitalidade e encurtamento da vida útil do cafeeiro. Dessa forma, o ácaro se soma a outras pragas do cafeeiro e doenças que pressionam o potencial produtivo da área.
Como fazer o controle do ácaro do café?
O monitoramento dos talhões em intervalos regulares, preferencialmente a cada sete ou dez dias durante períodos de maior risco, é o primeiro passo para o controle do ácaro-da-leprose.
A amostragem deve incluir folhas, frutos e ramos da parte interna e externa da copa. Registrar o local e a intensidade das ocorrências ajuda a identificar focos e a tomar decisões antes que a infestação se espalhe.
É necessário usar mudas sadias, evitar a movimentação de material infestado e manter o equilíbrio nutricional e hídrico das plantas.
A tecnologia de aplicação também faz diferença. A calda precisa alcançar folhas, frutos e ramos no interior da copa, além das regiões de saia, meio e topo. Cobertura deficiente deixa áreas protegidas e reduz o resultado do tratamento.
Quando o monitoramento indicar a necessidade de intervenção, o controle do ácaro do café deve ser feito com produtos registrados para a cultura, sempre seguindo a bula, o receituário agronômico e a orientação de um profissional habilitado.
A escolha deve considerar a fase do ácaro, pois ovos, larvas, ninfas e adultos podem responder de maneira diferente. Alternar mecanismos de ação, respeitar os intervalos e evitar aplicações desnecessárias são medidas importantes para reduzir o risco de resistência.
Proteja o cafezal com o Traçador
No planejamento do manejo, também vale considerar ferramentas que ajudem a melhorar o desempenho da aplicação e a preservar a planta.
O Traçador é apresentado pela Green Place como uma tecnologia para uso em diferentes culturas, incluindo o café, e como apoio ao controle de ácaros e de outras pragas. Ele contribui para um manejo mais eficiente, protegendo o enfolhamento e mantendo os inimigos naturais, aliados importantes no equilíbrio do cafezal.
Na prática, isso significa olhar para o controle de forma mais ampla. Não basta reduzir rapidamente a população do ácaro, é preciso preservar as folhas, evitar o estresse desnecessário da planta e reduzir impactos sobre organismos benéficos.
Com monitoramento, boa cobertura, rotação de estratégias e uso responsável de soluções como o Traçador, o produtor fortalece o manejo integrado e protege o potencial produtivo da lavoura.
Perguntas Frequentes sobre Ácaro-da-leprose
1. O que é o ácaro-da-leprose?
É uma praga conhecida cientificamente como Brevipalpus phoenicis. Ela ataca o cafeeiro e pode transmitir o vírus associado à mancha anular do cafeeiro.
2. Quais são os principais sintomas?
Os sintomas incluem manchas e anéis amarelados nas folhas, lesões em frutos e ramos, desfolha e queda prematura de frutos.
3. Como o ácaro-da-leprose é transmitido?
Ele se espalha ao se alimentar de plantas infectadas e depois passar para outras. Folhas, frutos, ramos e mudas infestados também podem disseminar a praga.
4. Como fazer o controle do ácaro do café?
O controle envolve monitoramento frequente, boa cobertura na aplicação e uso de acaricidas registrados, sempre com orientação de um engenheiro-agrônomo. O Traçador pode apoiar o manejo, protegendo o enfolhamento e os inimigos naturais.

