A safra 2025/26 de milho no Brasil caminha para ser uma das maiores da história, com estimativas que superam 100 milhões de toneladas. A análise é da Grão Direto, que destacou, nesta segunda-feira (13), os impactos do cenário climático favorável, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. De acordo com a plataforma, “o clima tem colaborado, com chuvas bem distribuídas e temperaturas amenas durante a fase crítica de desenvolvimento das lavouras”.
O avanço da colheita e a expectativa de alta oferta já exercem pressão sobre os preços do milho disponível. Segundo a Grão Direto, “muitos negócios estão sendo fechados para entrega futura entre junho e agosto”, o que indica um movimento de antecipação por parte dos compradores diante da tendência de queda nos valores praticados.
No mercado interno, as usinas de etanol à base de milho mantêm uma demanda estável, mas o comportamento desses compradores tende a mudar. “Com a colheita se aproximando, a tendência é de que esses compradores passem a adquirir apenas o necessário”, aponta a análise. A retração da demanda pode acentuar ainda mais a pressão sobre os preços no mercado interno.
Diante desse conjunto de fatores — supersafra, retração na demanda doméstica e maior concorrência externa —, a expectativa do mercado é de baixa nos preços do milho. A recomendação da Grão Direto é que “os produtores devem ficar atentos às oportunidades de comercialização”, considerando o atual cenário de oferta elevada e disputa por mercados.

