A produção brasileira de café na safra 2025/26 acabou com uma estimativa de colheita de 56,5 milhões de sacas de 60 quilos, 4,3% superior ao do ciclo passado. Mesmo sendo um ano de bienalidade negativa, este resultado representa o terceiro maior registrado da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atrás apenas dos anos de 2020 e 2018, ambos de bienalidade positiva da planta.
No Espírito Santo, maior produtor de conilon do país, a colheita da espécie chegou a 14,2 milhões de sacas, crescimento de 43,8% em relação ao ano de 2024/25. Na Bahia, o volume ficou em 3,29 milhões de sacas, alta de 68,7% quando comparada à temporada passada. Em Rondônia, a safra foi estimada em 2,32 milhões de sacas, aumento de 10,8% em comparação à safra de 2024/25.
Já para o café arábica, houve uma redução na colheita diante de o atual ciclo ser de bienalidade negativa, ano em que a planta não apresenta todo o seu vigor produtivo. Além disso, períodos de escassez hídrica ao longo da temporada também reduziram o potencial produtivo das lavouras.
Nesse cenário, a área em produção para a espécie registrou uma queda de 1,5%, chegando a 1,49 milhão de hectares, enquanto a produtividade média das lavouras de arábica caiu 8,4% ante a safra de 2024/25, para 24,1 sacas por hectare. Com isso, a colheita no atual ciclo foi estimada pela Conab em 35,76 milhões de sacas, diminuição de 9,7% em relação à temporada anterior.
Com a colheita finalizada em setembro, Minas Gerais, maior Estado produtor de café do país, registrou uma colheita de 25,17 milhões de sacas de arábica, redução de 9,2% em relação ao ciclo anterior. Em São Paulo, a colheita apresentou redução de 12,9%, sendo estimada em 4,7 milhões de sacas.
Essa queda é atribuída aos efeitos biológicos de baixa bienalidade e ao clima adverso, marcado por estiagem e altas temperaturas. Em contrapartida, na Bahia o arábica apresentou crescimento de 2,5%, ficando em 1,14 milhão de sacas. Destaque para a região do Cerrado, com crescimento de 18,5%.
Fonte: Globo Rural

