Líder mundial na produção e exportação de algumas das principais commodities agropecuárias, o Brasil não tem uma distribuição uniforme de cultivos e das criações de animais pelo território. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a concentração produtiva é maior nos casos de algodão, laranja, café, eucalipto, milho, soja, suínos e aves. Já a bovinocultura é a atividade menos concentrada.
Essa concentração das cadeias produtivas e exportadoras influencia a logística nacional, principalmente na disputa por modais de transporte, infraestruturas para armazenagem e escolha dos portos marítimos para as vendas externas dos produtos, indica a Embrapa.
Três microrregiões concentram metade da produção nacional de algodão: Parecis e Alto Teles Pires, no Mato Grosso, e Barreiras, na Bahia. Fatores como a exigência de maquinário específico para determinadas culturas, condições de solo e clima e até aspectos culturais explicam os diferentes padrões de concentração, de acordo com a Embrapa.
Produção animal
Nas cadeias de produção animal, a concentração é menor. A criação de bovinos é a que está menos concentrada. Para chegar à metade da produção é preciso somar 56 microrregiões, nas cinco grandes regiões do país, disse a empresa, em nota. Essa é a atividade agropecuária com maior participação do Norte. Pará, Rondônia e Tocantins têm áreas de destaque no efetivo de rebanho de bovinos.
Com a possibilidade de ser desempenhada em diferentes níveis tecnológicos e, inclusive, ocorrer com baixa incorporação de maquinário e implementos, a bovinocultura é menos concentrada, analisa a Embrapa. Já as granjas de frangos e suínos estão na direção oposta, com ocorrência predominante na região Sul.
Segundo o analista André Rodrigo Farias, da Embrapa Territorial (SP), os diferentes níveis de concentração das atividades agropecuárias podem resultar de fatores como as características dos produtos e dos sistemas de produção.
Fonte: Globo Rural

