Petrobras reafirma plano de duplicar unidades de fertilizantes

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Petrobras reafirma plano de duplicar unidades de fertilizantes

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, voltou a afirmar a estratégia da estatal de duplicar a capacidade de produção de fertilizantes no Brasil por meio de unidades próprias, em um movimento alinhado aos objetivos do Plano Nacional de Fertilizantes.

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O movimento faz parte do projeto de redução de dependência externa do país em um insumo considerado estratégico para o agronegócio.

A sinalização foi feita nesta quarta-feira (24) pela presidente da Petrobras, ao comentar os projetos da companhia para o segmento. Segundo ela, a estatal busca identificar oportunidades que conciliem disciplina de capital, retorno financeiro e contribuição ao desenvolvimento nacional.

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“Estamos considerando a hipótese de duplicar todas essas nossas fábricas, seja a Ansa, as Fafens ou a UFN-III, no Centro-Oeste”, afirmou a executiva.

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A executiva destacou a elevada dependência brasileira das importações de fertilizantes e defendeu maior participação da Petrobras no abastecimento doméstico.

A principal aposta da companhia é a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), empreendimento iniciado em 2011 e que teve as obras interrompidas em 2014. A expectativa da empresa é entregar a planta entre o fim de 2028 e o início de 2029.

O foco é o agronegócio, destacou a executiva.A localização da UFN-III representa uma vantagem competitiva.

Segundo ela, o Centro-Oeste concentra aproximadamente 40% da demanda nacional por ureia, o que permitiria reduzir significativamente os custos de transporte e ampliar a segurança de abastecimento do mercado doméstico.

“O Centro-Oeste concentra 40% da demanda nacional de ureia. Ganhamos uma brutal redução de custos logísticos, além do aumento da confiabilidade do abastecimento”, afirmou.

A geração de empregos na construção da UFN-III é outro ponto de defesa da presidente. Serão 4,8 mil postos de trabalho diretos e indiretos entre 2026 e 2028, acrescentou.

O número pode chegar a 8 mil vagas para a execução do projeto e os programas de contratação e qualificação de trabalhadores locais.

“Essas 4,8 mil vagas se superam, atingindo 8 mil, quando falamos da contratação e de todo o aparato de infraestrutura necessário para viabilizar essa obra”, afirmou.

A ampliação da produção nacional de nitrogenados é uma das metas do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo governo federal para diminuir a elevada dependência brasileira das importações.

Atualmente, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes consumidos internamente, tornando o setor vulnerável a oscilações de preços, restrições logísticas e tensões geopolíticas no mercado internacional.

Ao defender a retomada dos investimentos industriais, Chambriard afirmou que a Petrobras busca aproveitar experiências anteriores em grandes empreendimentos para evitar desequilíbrios no mercado de trabalho regional.

“Quando começamos a trabalhar em obras de refinaria, plantas de fertilizantes e construção de termelétricas, nós nos preocupamos em não inflacionar o mercado para nós mesmos”, sublinhou.

 

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