Descubra qual peixe disparou nas vendas em 2025 e virou o substituto da carne bovina nas mesas brasileiras
Carne bovina dispara, e o peixe vira a opção mais acessível
O levantamento mostra que a forte inflação das proteínas foi determinante para a mudança no carrinho de compras. A carne bovina registrou aumento de quase 25%, enquanto a carne suína subiu 21,2% no mesmo período. Na direção oposta, o preço médio dos peixes avançou apenas 2,1%.
Essa diferença acentuada fez com que muitos brasileiros buscassem alternativas mais econômicas para a tradicional “mistura” do dia a dia. Mesmo em meses fora da sazonalidade de Páscoa e Quaresma, como janeiro, julho e agosto, períodos de menor variação nos preços, o consumo de pescado cresceu mais do que nos mesmos meses de 2024.
Segundo Priscila Ariani, diretora de Marketing da Scanntech, a mudança não é pontual: “Em 2025, vemos claramente o consumidor reorganizando o carrinho para fechar as contas no fim do mês. A alta da carne bovina fez muita gente migrar para proteínas com melhor custo-benefício, como os pescados. É um movimento que deve continuar enquanto os preços seguirem oscilando.”
Tilápia lidera o novo hábito alimentar do brasileiro
Dentro da categoria de pescados, a tilápia é o grande destaque do ano. Segundo o estudo, o volume de vendas dessa espécie cresceu 32,9%, impulsionado por uma queda significativa de -8,4% no preço médio por quilo. Com isso, tornou-se a principal substituta das proteínas tradicionais, aliando sabor, versatilidade e preço mais amigável.
A tilápia se manteve líder de consumo em praticamente todas as regiões do país, com exceção do Norte, onde outras espécies têm maior representatividade. Centro-Oeste e Norte, inclusive, foram as regiões que registraram maior retração no preço por quilo da tilápia, o que também se refletiu em melhores resultados de volume.
Outras espécies também ganham força (ou recuam)
O estudo da Scanntech apontou comportamentos opostos entre as principais espécies consumidas no país:
- Merluza cresce acima da média: apresentou aumento de 42,5% no consumo total e ganhou espaço em quase todo o Brasil, com avanço mais forte no Interior de São Paulo, Nordeste e região Leste (MG, ES e RJ). A única exceção foi o Centro-Oeste, onde o preço mais alto por quilo limitou a expansão.
- Salmão perde espaço: foi na direção oposta, registrando queda no consumo em todas as regiões, reflexo direto do preço mais elevado na comparação com outras espécies.
- Sardinha tem recuo, apesar do preço baixo: mesmo sendo o peixe mais barato por quilo, a sardinha registrou queda de vendas na maior parte do país. As exceções ficaram por conta de São Paulo, Nordeste e Centro-Oeste, onde manteve crescimento.
Fonte: TudoGostoso

