Ministério Público do Trabalho entra com ação contra Anvisa e União pela proibição do glifosato

Banner Mutua

Ministério Público do Trabalho entra com ação contra Anvisa e União pela proibição do glifosato

No último dia 22 de maio, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União para pedir a proibição do uso do agrotóxico glifosato, em razão dos graves riscos à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente do trabalho.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

O glifosato é o principal ingrediente ativo de diversos pesticidas e herbicidas. Registrado em 130 países e o mais vendido no mundo, esse agrotóxico tem sua utilização aprovada para mais de 100 cultivos diferentes, apesar de, em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter alertado que ele provocou câncer em animais tratados em laboratório e é um potencial causador de alterações na estrutura do DNA e cromossomos das células humanas.

Na ação, o MPT pede, em caráter urgente e definitivo, “o cancelamento de todos os registros de agrotóxicos à base de glifosato, além da proibição da produção, importação, exportação, comercialização e utilização desses produtos no país.”

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

O Ministério Público do Trabalho também reivindica que a União e a Anvisa sejam obrigadas a impedir novas autorizações e promovam a retirada das substâncias do mercado brasileiro.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

Associação do glifosato com câncer e diversas outras doenças

Os procuradores que assinam o texto da ação ressaltam que os impactos da exposição prolongada ao glifosato recaem de forma mais intensa sobre grupos considerados vulneráveis, como trabalhadores rurais, indígenas, mulheres em idade reprodutiva, crianças e recém-nascidos.

Entre as evidências científicas apresentadas no processo, associadas ao uso do agrotóxico, estão o desenvolvimento de “diferentes tipos de câncer, como mama, tireoide e linfoma não-Hodgkin, além de infertilidade, desregulação hormonal, abortos, malformações congênitas e partos prematuros”, assim como transtornos neurológicos, como autismo e déficit de atenção.

Em 2019, 93 produtos formulados à base de glifosato tiveram a classificação de toxicidade reduzida pela Anvisa. E em 2024, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) criticou a agência que, em instrução normativa, triplicou o limite autorizado de uso do herbicida em plantações de algodão, de de 3 mg/kg para 10 mg/kg.

Outro ponto citado na ação do MPT é o fato de que um estudo, divulgado no ano 2000, pelo jornal internacional Regulatory Toxicology and Pharmacology, que baseou a decisão de diversos governos e agência regulatórias para a liberação do emprego do agrotóxico, foi despublicado, em 20205 pela revista, de 2000, O MPT considera como muito relevante a despublicação, no final de 2025, do estudo por apresentar “falhas graves”, e dessa maneira, ter perdido credibilidade.

————————–

Acompanhe o Conexão Planeta também pelo WhatsApp. Acesse este link, inscreva-se, ative o sininho e receba as novidades direto no celular

Publicidade

Basket (0)
Seu carrinho está vazio.
plugins premium WordPress
Select the fields to be shown. Others will be hidden. Drag and drop to rearrange the order.
  • Image
  • SKU
  • Rating
  • Price
  • Stock
  • Availability
  • Add to cart
  • Description
  • Content
  • Weight
  • Dimensions
  • Additional information
Click outside to hide the comparison bar
Compare