O Mapa resolveu mexer no Zarc Níveis de Manejo e basicamente mandou o seguinte recado pro campo: quem faz o dever de casa direito merece entrar no seguro com tratamento melhor. A 2ª fase do programa, que foi aprovada agora, amplia a cobertura pra mais estados, inclui o milho safrinha e eleva a subvenção do prêmio do seguro rural pra até 50% pra quem mostra que não tá tocando o solo no freestyle. Na soja, o modelo agora alcança também Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Paraná. No milho de 2ª safra, entra no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
A lógica do programa é quase um cashback da boa prática agrícola. Quem tiver área classificada com manejo melhor recebe incentivo maior no prêmio do seguro. Os percentuais passam a 30% pro NM2, 35% pro NM3 e 40% pro NM4. No caso do milho safrinha, os produtores com áreas nos níveis 3 e 4 podem chegar a até 50% de subvenção, o maior percentual do programa. Quanto mais o produtor cuida do solo, mais o governo ajuda na conta. O solo agradece, a apólice sorri e o risco dá uma recuada.
Outra mudança importante é que agora a classificação das áreas no sistema da Embrapa pode ser feita antes, o que dá mais previsibilidade pra produtor e seguradora e ajuda a calibrar melhor o risco. A ideia é parar de colocar tudo no mesmo saco e reconhecer que área bem manejada segura melhor o tranco quando o clima resolve bancar o roteirista de filme de desastre.
O ZarcNM tá tentando colocar uma afirmação simples no centro da política agrícola: lavoura bem cuidada não tem que pagar a conta da lavoura largada. Num país em que seca, excesso de chuva e susto climático já aparecem toda hora, qualquer ferramenta que premie quem faz a lição de casa já chega com moral.
Fonte: Agroespresso
Foto: Freepik

