Julho é o considerado o mês ideal para poda de plantas que perdem as folhas no inverno. O diretor do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori), Nereu Augusto Streck, explica que a técnica é essencial para as espécieis lenhosas caducifólias.
“Podar agora é preparar a planta para gastar energia só no que importa: as flores”, observa.
O manejo vale para glicínias, extremosas ou resedás, sete-léguas, cinamomos e hortênsias. Segundo Streck, ao retirar ramos secos, doentes e mal formados, é possível melhorar a estrutura e proteger contra doenças. Além disso, a limpeza permite maior entrada de sol na copa, já que o corte dos galhos deixa apenas algumas gemas na base. O procedimento ainda estimula uma brotação mais vigorosa.
A orientação é usar tesoura bem afiada e serrote para galhos grossos, sempre com as ferramentas limpas para evitar transmissão de doenças. Em regiões muito frias, como a Serra e os Campos de Cima da Serra, a poda pode ser feita em agosto por causa do risco de geada.
A Aflori apoia duas oficinas gratuitas de poda de roseiras nesta quarta e quinta-feira (8 e 9) em São João do Polêsine e Silveira Martins. As aulas ocorrem ao ar livre e não têm limite de participantes. Não são necessárias inscrições prévias. Basta levar tesoura de poda. A equipe técnica vai orientar sobre a poda de outras espécies.

