| Quando a chuva resolve trabalhar em home office, a irrigação aparece como aquele funcionário que segura a operação. Um estudo da Abimaq com a ESALQ/USP mostrou que regiões com agricultura irrigada têm indicadores econômicos e sociais melhores, com PIB per capita até 256% maior do que em outros municípios rurais. Em Mato Grosso, esse valor passa de R$ 182 mil. |
| A pesquisa analisou 7 polos regionais em 4 estados e encontrou ganhos relevantes onde a água chega na hora certa. Na Bahia, os ganhos médios são 68,6% superiores. Em Minas Gerais, 42,85%. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, as diferenças também aparecem, mesmo em menor escala. Ou seja, irrigação não é só cano, pivô e conta de energia. É produtividade com menos drama meteorológico. |
| O estudo também aponta menor dependência de programas de transferência de renda nos polos irrigados. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários é cerca de 50% menor que nos demais municípios rurais. A lógica é simples: quando o produtor consegue plantar com mais previsibilidade, a economia local gira mais. A água entra na lavoura e o dinheiro circula na cidade. |
| Hoje, o Brasil tem cerca de 8,2 milhões de hectares equipados pra irrigação, mas poderia multiplicar esse número mais de 5 vezes, chegando a 55,85 milhões de hectares. A cada 1,6 mil hectares irrigados incorporados, o valor adicionado bruto da agropecuária pode subir R$ 8,27 milhões no curto prazo e chegar a R$ 14 milhões depois. O desafio é destravar energia, mão de obra, conectividade e gestão da água. Porque pivô até faz milagre, mas ainda não liga sozinho no escuro.
Fonte: Agroespresso |

