Helicóptero colossal vai despejar quase 400 troncos e estruturas de madeira para mudar fluxo de rio e reativar habitat de peixes nativos

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Helicóptero colossal vai despejar quase 400 troncos e estruturas de madeira para mudar fluxo de rio e reativar habitat de peixes nativos

Helicóptero de carga pesada entra em ação em riacho do Oregon para reposicionar centenas de troncos e formar estruturas que mudam o fluxo da água. Plano prevê intervenções em quase quatro milhas, com logjams projetados para reter cascalho, ampliar abrigo e recuperar funções naturais essenciais a peixes nativos.

Um helicóptero de grande porte passou a ser parte do plano de restauração de um riacho no Oregon que pretende recolocar madeira onde ela foi retirada ao longo de décadas, reconstruindo a complexidade do canal e ampliando áreas de abrigo e reprodução de peixes.

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A intervenção no Upper Abernethy Creek, acima do Beaver Lake, prevê a colocação de quase 400 troncos e feixes de estrutura lenhosa em pontos estratégicos ao longo de 3,93 milhas do curso d’água, com a meta de formar mais de 70 estruturas do tipo “jam”, combinações de madeira que alteram o fluxo, criam cobertura e reorganizam sedimentos.

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O planejamento divulgado pelo Greater Oregon City Watershed Council descreve que o trabalho busca melhorar condições para espécies nativas, incluindo coho salmonwinter steelhead e Pacific lamprey, em um trecho onde a quantidade de madeira grande no canal é considerada muito baixa por causa de um histórico de “limpeza” de riachos e de atividades florestais que reduziram coníferas na vegetação ribeirinha.

 

A lógica da operação depende de um elemento que, por muito tempo, foi tratado como obstáculo em rios e córregos: troncos e raízes que entram na água e passam a funcionar como estrutura física do habitat.

No desenho do projeto, a madeira deve ser levada por helicóptero e posicionada para criar cobertura sobre o canal, manter poças já existentes, ajudar na separação e retenção de  cascalhos com tamanho adequado para desova e aumentar a conectividade do riacho com a planície de inundação.

 

A descrição do projeto no sistema do Clackamas Partnership detalha que a colocação de troncos por helicóptero pesado deve ocorrer ao longo de cerca de 4 milhas do canal, com foco na recuperação de estrutura e complexidade do riacho e na melhoria da conectividade e da função da planície aluvial.

Nesse registro, a iniciativa aparece associada a fatores limitantes que orientam a restauração, como degradação da estrutura do canal e perda de conectividade da planície de inundação, problemas que afetam a formação de poços, o abrigo e a dinâmica de sedimentos em trechos simplificados.

Helicóptero pesado e logística em área de difícil acesso

A escolha do helicóptero como principal meio de transporte e instalação está ligada à escala do material envolvido e às condições do terreno, que dificultam operações convencionais por terra sem ampliar interferências nas margens e no leito durante a fase de implantação.

Ao transportar troncos diretamente para os pontos de colocação, a logística aérea reduz deslocamentos de máquinas ao longo do canal no momento mais sensível da instalação, concentrando o trabalho na definição de locais e no posicionamento do material com precisão.

 

O Greater Oregon City Watershed Council descreve que trabalhou por mais de dois anos com parceiros e financiadores para estruturar a intervenção no Upper Abernethy Creek, incluindo colaboração com o NOAA Fisheries Office of Habitat Conservation, Port Blakely e Oregon Wildlife Foundation, entre outros apoiadores.

O registro do Clackamas Partnership lista financiadores e parceiros ligados à execução, como NOAA Fisheries, Oregon Department of Fish and Wildlife, Oregon Watershed Enhancement Board, Oregon Wildlife Foundation e Port Blakely, com o Greater Oregon City Watershed Council indicado como principal implementador.

Financiamento, parceiros e custo estimado do projeto

A escala financeira também aparece documentada na ficha do projeto, que apresenta custo total estimado de 712.000 dólares, com financiamento assegurado no mesmo valor, detalhando parcelas por fonte e contribuições previstas.

Além de metas descritivas, o projeto tem medidas registradas para caracterizar o que será implantado no canal e o que se espera em termos de área associada à reconexão de ambientes fora do canal principal.

Entre os indicadores listados no Clackamas Partnership, consta uma medida de colocação de madeira grande com densidade de 15 a 25 jardas cúbicas por 1.000 pés em canal, associada a um comprimento de 20.750,4 pés lineares no local de implantação.

 

Na mesma ficha, aparece uma medida relacionada a aumento de área úmida fora do canal, com valor total reportado de 620.000 pés quadrados, vinculada à ideia de aumentar a frequência de inundação em áreas conectadas ao riacho.

 

Coho salmon, steelhead e Pacific lamprey no foco da restauração

A descrição por espécie reforça o papel da madeira na retenção de  cascalho e na criação de abrigo, associando as estruturas à melhoria de condições de reprodução e criação, tanto para adultos quanto para juvenis.

No caso do coho, a ficha do projeto aponta que a madeira grande pode ajudar a reter cascalho de tamanho adequado que hoje tende a ser transportado durante eventos de maior vazão, além de aumentar cobertura aérea e melhorar conexões entre o riacho e a planície aluvial onde existe potencial de ganho de habitat de criação.

Para a steelhead de inverno, o documento descreve efeito semelhante na retenção de cascalho e na oferta de cobertura, com ênfase adicional na criação de habitat complexo dentro do canal, como poços e margens escavadas, que são áreas usadas por juvenis.

 

Já para a Pacific lamprey, o registro indica presença da espécie em levantamentos de desova e juvenis na bacia do Abernethy Creek e aponta que ações de restauração dentro do canal e na planície de inundação podem favorecer tanto adultos quanto ammocetes, estágio juvenil que utiliza substrato em ambientes de menor energia.

Logjams e retenção de cascalho ao longo de quase quatro milhas

O desenho das estruturas do tipo “jam” mencionado pelo Greater Oregon City Watershed Council está associado ao uso de combinações de troncos e feixes lenhosos capazes de criar cobertura sobre o canal e induzir reorganização do fluxo, sem depender apenas de uma peça isolada.

 

No material de atualização publicado pelo Council, a intervenção é descrita com árvores “tipped” de forma planejada para manter leques de raiz intactos, com transporte por helicóptero até locais específicos do riacho, onde as peças são posicionadas para formar estruturas que, ao longo do tempo, criam habitat ao reter cascalho, formar poços de escavação e aumentar sombreamento.

Ao tratar a madeira como infraestrutura do riacho, o projeto se alinha a uma linha de restauração que substitui a lógica de canal “limpo” por um desenho em que irregularidade, abrigo e interação com sedimentos passam a ser metas operacionais.

 

A implantação por helicóptero também chama atenção pela imagem incomum de troncos sendo depositados diretamente no canal, mas, na prática, está ligada a um conjunto de objetivos mensuráveis, como manutenção e formação de poças, melhoria de condições de desova, aumento de cobertura e maior conectividade entre o canal e áreas laterais que armazenam água e sedimentos.

O que mais desperta curiosidade em intervenções desse tipo é a mudança de escala e método, com logística aérea e estruturas planejadas para reconfigurar quilômetros de um riacho, em vez de pequenas correções pontuais.

Até que ponto operações com helicóptero para recolocar madeira em riachos deveriam se tornar mais comuns em regiões onde rios foram “limpos” e simplificados ao longo de gerações?

 

Fonte: CPG Click Petróleo e Gás

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