A citricultura brasileira intensifica os esforços contra o greening diante do avanço da resistência do psilídeo aos inseticidas. No cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, a incidência de laranjeiras com sintomas subiu de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, alta de 7,4%, segundo o Fundecitrus. Sem tratamento curativo, a doença reduz produtividade, longevidade das plantas e qualidade dos frutos.
O manejo da resistência ganha importância nesse cenário. O IRAC recomenda a rotação entre diferentes modos de ação, associada ao Manejo Integrado de Pragas e ao Manejo de Resistência a Inseticidas. As orientações incluem mudas certificadas, monitoramento dos pomares, eliminação de plantas hospedeiras, redução de fontes de inóculo e uso adequado de defensivos.
“O manejo da resistência deixou de ser uma preocupação futura e passou a ser uma necessidade imediata para a sustentabilidade da citricultura. A incorporação de novas tecnologias registradas para o controle do psilídeo aos programas fitossanitários amplia as alternativas disponíveis aos citricultores ao longo das safras”, afirma o engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da IHARA, Silvio Marcussi.
Estudos do Fundecitrus e da Esalq/USP identificaram evolução da resistência do psilídeo em regiões paulistas. Entre as alternativas está o CHASER EW, da IHARA, registrado para citros e com mecanismo de ação distinto. Segundo o material, o produto supera 85% de controle sobre adultos, atua por contato e ingestão e apresenta ação anti-feeding, repelência e persistência foliar.
“Fortalecer o controle do psilídeo, tendo a rotação entre diferentes modos de ação como um dos pilares, contribui para retardar a evolução da resistência aos inseticidas e preservar a vida útil das moléculas disponíveis”, finaliza.

