Governo suspende discussão do Plano Clima e adia metas de mitigação para depois da COP

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Governo suspende discussão do Plano Clima e adia metas de mitigação para depois da COP

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, confirmou, nesta segunda-feira (3/11), que o governo suspendeu momentaneamente a discussão sobre o Plano Clima e vai apresentar as propostas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, com metas de redução de emissões pelos setores econômicos, de forma fatiada.

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As ações de adaptação do Plano Clima serão apresentadas na COP30, em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro. Já o plano de mitigação, que prevê as metas de redução de emissões e são alvo de impasse e divergências entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, ficará para depois.

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“O impasse que tem entre o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente chegou a um bom termo, suspenderam a discussão para que após a COP a gente volte a discutir”, afirmou Fávaro a jornalistas após a abertura da Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

As críticas ao Plano Clima partiram do setor produtivo. Lideranças reclamam do trecho que vincula a maior parte dos efeitos do desmatamento ilegal aos produtores rurais e faz com que o campo passe de segundo para primeiro principal emissor de gases poluentes no país, responsável por mais de 70% das emissões.

O texto original do Plano Clima exige que a agropecuária reduza em 36% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e em 54% até 2035, como parte das metas de mitigação. O trecho já foi suspenso e volta a ser discutido depois da COP, segundo Fávaro.

Na semana passada, lideranças do setor foram avisadas de que haveria uma revisão na alocação de emissões de gases de efeito estufa atribuídas aos produtores rurais no Plano Clima. Com isso, a “responsabilização” do agronegócio pelas mudanças climáticas na proposta oficial do governo federal ficaria menor.

De acordo com fontes do setor produtivo a par do assunto, a alocação, que é hoje de 1,4 bilhão de toneladas de CO2? equivalente, passará a ser de 900 milhões de toneladas. O número está acima das 643 milhões de toneladas atribuídas diretamente a emissões do setor.

No cômputo inicial, estão alocadas emissões de desmatamento ilegal e não de aspectos relacionados à produção em si, o que gerou as críticas dos produtores. O setor reclama ainda que o sistema não considera as remoções de carbono. Se isso fosse levado em conta, argumentam lideranças do agro, o balanço real seria de 440 milhões de toneladas de emissões.

Fonte: Globo Rural

Foto: Bing

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