O aumento geral das exigibilidades do crédito rural, oficializado em maio, foi uma tentativa do governo de ampliar a oferta de novos financiamentos a pequenos e médios produtores no Plano Safra 25/26. Na avaliação de fontes do sistema financeiro, as mudanças devem praticamente anular o espaço existente até então para as operações de custeio a grandes produtores com juros controlados dos depósitos à vista, que não têm equalização.
As mudanças foram necessárias diante da estagnação dos valores alocados em algumas fontes, como os depósitos à vista e a poupança rural, e do alto nível de comprometimento de recursos obrigatórios com a prorrogação de operações de crédito de produtores afetados por intempéries.
A exigibilidade dos depósitos à vista dos bancos, que passou de 30% para 31,5% para a próxima safra, deveria render mais de R$ 90 bilhões em novos recursos disponíveis. Mas o número ficou limitado a R$ 43,7 bilhões. O restante está travado em prorrogações de dívidas ou operações de investimentos, que são de longo prazo.
A equipe econômica disse que a medida é parte da “estratégia de priorizar o atendimento aos pequenos e médios produtores, os quais possuem maiores dificuldades para acessar e negociar financiamentos contratados a taxas de juros livremente pactuadas”.
As estimativas são que, com isso, haverá R$ 23,7 bilhões dessa fonte disponíveis para novos financiamentos via Pronamp (médios) e R$ 18,6 bilhões para o Pronaf (agricultura familiar). A soma é quase a totalidade dos R$ 43,7 bilhões previstos, restando cerca de R$ 1,4 bilhão para os demais.
Fonte: Globo Rural

