A temporada de 2026 da Fórmula 1 trouxe grandes mudanças de regulamentos de regulamento. Uma das principais está nos combustíveis. Depois de mais de sete décadas acelerando com derivados de petróleo bruto ou matérias-primas fósseis em pistas espalhadas pelo mundo, a principal cateroria do automobilims mundial inicia uma nova era: os 22 carros vão utilizar combustíveis 100% sustentáveis.
A mudança não é a única na 76ª edição da F1. O regulamento traz outras alterações, como motores elétricos com maior injeção de potência, carros mais estreitos e leves, aerodinâmica ativa, recursos diferentes no volante e ajustes técnicos, planejadas para aumentar a emoção nas 24 corridas do ano e aproximar os fãs do esporte.
De acordo com a Fórmula 1, os chamados “Combustíveis Sustentáveis Avançados” são sintéticos e produzidos em laboratório a partir de fontes inovadoras, como captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa não destinada à alimentação.
Antes de chegar à principal categoria do automobilismo, o produto foi testado em 2025 na F2 e na F3, com sucesso e sem impacto negativo no desempenho dos carros, segundo a organização.
Quanto custa o combustível sustentável?
Cada uma das 11 equipes da Fórmula 1 trabalha com um fornecedor diferente de biocombustível, o que impede a definição de um preço único e oficial. Ainda assim, estimativas da indústria apontam que o litro pode chegar a US$ 300 (cerca de R$ 1,5 mil na cotação atual).
O valor elevado é explicado por especialistas por três fatores principais: processos complexos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção em escala reduzida.
O preço se aproxima do divulgado pela Saudi Aramco, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. A empresa da Arábia Saudita e fornecedora exclusiva da Aston Martin, escuderia dos pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll, revelou recentemente que o litro do combustível custa entre US$ 170 (R$ 887) e US$ 225 (R$ 1.174).
O plano da Fórmula 1
A decisão de utilizar combustível 100% sustentável faz parte de um compromisso anunciado em 2019. Na ocasião, a categoria apresentou um plano elaborado com a Fédération Internationale de l’Automobile (FIA) e especialistas em sustentabilidade para se tornar neutra em carbono até 2030 em todas as operações.
O então presidente e CEO da Fórmula 1, Chase Carey, destacou que, diante da influência global, o projeto também buscava ampliar o impacto positivo na sociedade.
“Ao longo de seus 70 anos de história, a F1foi pioneira em inúmeras tecnologias e inovações que contribuíram positivamente e ajudaram a combater as emissões de carbono. Da aerodinâmica inovadora aos projetos de freios aprimorados, o progresso liderado pelas equipes de F1 beneficiou centenas de milhões de carros que circulam nas ruas hoje em dia”.
Além de biocombustíveis em todos os carros no campeonato mundial, a F1 colocou em prática outras ideias para reforçar o compromisso com o meio ambiente nos últimos anos. O resultado foi a redução em 26% das emissões de carbono até 2024.
“Estamos fortemente comprometidos em alcançar emissões líquidas zero. Ao mesmo tempo em que continuamos a crescer globalmente, demonstramos que o desenvolvimento sustentável é possível e que as estratégias que adotamos estão produzindo resultados tangíveis”, disse Stefano Domenicali, atual presidente e CEO, ao site oficial da Fórmula 1.
Fonte: Globo Rural

