Esqueça o concreto: arquitetos estão substituindo toneladas de concreto por blocos gigantes de isopor para construir o teto das casas e reduzir até 50% do peso estrutural, cortar custos, melhorar o isolamento térmico e acelerar obras

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Esqueça o concreto: arquitetos estão substituindo toneladas de concreto por blocos gigantes de isopor para construir o teto das casas e reduzir até 50% do peso estrutural, cortar custos, melhorar o isolamento térmico e acelerar obras

Solução construtiva com EPS ganha espaço ao reduzir peso estrutural, melhorar conforto térmico e otimizar etapas da obra, sem substituir a função do concreto armado nas lajes modernas.

A chamada laje com EPS, material conhecido popularmente como isopor, ganhou espaço em projetos residenciais e comerciais por combinar menor peso próprio, montagem mais ágil e ganho de desempenho térmico.

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No sistema mais comum, o EPS não substitui a estrutura de concreto armado, mas entra como elemento de enchimento entre vigotas ou nervuras, reduzindo a quantidade de concreto fora das regiões estruturais e, com isso, aliviando as cargas transmitidas a vigas, pilares e fundações.

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Fabricantes e manuais técnicos do setor relatam reduções expressivas de peso em comparação com soluções convencionais, embora esse resultado varie conforme o projeto, o vão, a espessura e o tipo de laje adotado.

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Como funciona a laje com EPS na estrutura

Na prática, o desempenho da laje não depende de uma suposta resistência do EPS para sustentar a casa sozinho.

A capacidade estrutural vem da combinação entre as vigotas pré-fabricadas, a armadura complementar e a capa de concreto executada na obra, conforme as normas brasileiras aplicáveis às lajes pré-fabricadas e ao concreto estrutural.

 

Em lajes nervuradas, a própria literatura técnica descreve que o material colocado entre as nervuras atua como enchimento inerte ou forma, enquanto a resistência fica concentrada nos elementos estruturais do conjunto.

Redução de custos e produtividade na obra

Essa configuração ajuda a explicar por que o sistema se tornou frequente em obras que buscam racionalização.

Como o EPS tem densidade muito inferior à de peças cerâmicas e de concreto usadas como enchimento, o transporte interno no canteiro tende a exigir menos esforço e menos tempo.

Manuais e fabricantes também associam o material à redução de perdas por quebra, ao menor vazamento da nata de cimento entre as peças e à possibilidade de cortes mais simples para passagens de instalações, fatores que costumam influenciar diretamente a produtividade.

 

O efeito sobre os custos existe, mas não deve ser tratado como automático nem uniforme.

Em vez de uma economia fixa para qualquer obra, o que os documentos consultados apontam é uma combinação de fatores que pode reduzir o custo global: menor peso próprio da laje, menor demanda de escoramento em alguns sistemas, menos perdas de material e logística mais simples no canteiro.

Há catálogos técnicos que citam redução de até 40% no peso próprio da laje em comparação com lajes maciças e diminuição de até 50% no escoramento, enquanto outros materiais do setor mencionam até 50% de redução no peso próprio em configurações específicas.

Esses números, porém, dependem do tipo de comparação e não podem ser generalizados sem cálculo estrutural.

Isolamento térmico e conforto interno

O ganho térmico é um dos argumentos mais recorrentes para o uso do EPS.

 

O material é composto majoritariamente por ar e é enquadrado pela ABNT como produto para isolamento térmico na construção civil.

 

Essa característica dificulta a transferência de calor e ajuda a reduzir a incidência de temperatura na face interna da cobertura, o que pode melhorar o conforto dos ambientes logo abaixo da laje.

Em termos de uso cotidiano, isso costuma significar menor sobrecarga sobre aparelhos de climatização, especialmente em regiões de calor intenso, embora o resultado final também dependa da orientação solar, da ventilação, do tipo de telhado e dos demais materiais usados no fechamento da edificação.

Além do comportamento térmico, o EPS aparece em estudos e materiais técnicos associado ao isolamento acústico, ainda que esse benefício varie conforme a composição completa do sistema.

A literatura acadêmica mais recente sobre o uso do poliestireno expandido na construção civil destaca justamente o avanço do material por suas propriedades de isolamento termoacústico, leveza e durabilidade.

Segurança contra incêndio e normas técnicas

A segurança contra incêndio é outro ponto que costuma gerar dúvida.

 

O uso do EPS na construção civil não significa empregar qualquer peça do material.

Manuais técnicos e referências setoriais informam que, para essa aplicação, deve ser especificado produto retardante à chama, identificado em classificações como a classe F.

O manual de utilização do EPS na construção civil também descreve a identificação por tarja vermelha para materiais retardantes à chama, reforçando que a especificação correta é parte do controle técnico do sistema.

Isso não dispensa o atendimento às exigências de projeto, revestimento e execução previstas para cada obra.

Tipos de acabamento e aplicação na prática

No acabamento, a laje com EPS não impede o uso das soluções mais comuns do mercado.

 

O sistema pode receber revestimento inferior depois da etapa de concretagem e cura, desde que a execução siga as recomendações do fabricante e do projeto.

Há aplicações com chapisco e reboco, além da adoção de forros e placas de gesso, sempre com atenção ao tipo de fixação e à aderência exigida em cada caso.

A flexibilidade de acabamento ajuda a explicar por que o método se consolidou tanto em casas térreas quanto em sobrados e edifícios de múltiplos pavimentos, dentro das condições previstas para cada sistema construtivo.

Avanço do uso do EPS na construção civil

A expansão desse tipo de solução também passa pelo ambiente normativo.

Levantamento acadêmico publicado em 2024 mostra que o país conta com normas recentes da ABNT voltadas às características do EPS, como a NBR 11752:2024 para materiais celulares de poliestireno voltados ao isolamento térmico.

 

O mesmo estudo registra ainda documentos técnicos e diretrizes do SiNAT para sistemas que utilizam EPS em painéis e paredes.

Em obras residenciais, o principal efeito prático da laje com EPS é a combinação entre leveza, racionalização e conforto térmico, sem eliminar a necessidade de projeto estrutural, especificação correta dos componentes e execução controlada.

O material não transforma sozinho uma laje em solução mais barata ou mais segura; esses resultados dependem do dimensionamento, da qualidade do concreto, da armadura, do escoramento e do atendimento às normas e orientações técnicas do sistema escolhido.

Quando bem especificado, porém, o EPS deixa de ser apenas um enchimento leve e passa a integrar uma estratégia de obra mais eficiente, com menor peso próprio e potencial de melhor desempenho na cobertura.

 

Fonte: CPG Click Petróleo e Gás

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