De sucesso histórico a risco de colapso: Exportação de tilápia cresceu 52% no 1º semestre com 8 mil toneladas — mas tarifaço ameaça zerar vendas brasileiras no mercado global até dezembro

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De sucesso histórico a risco de colapso: Exportação de tilápia cresceu 52% no 1º semestre com 8 mil toneladas — mas tarifaço ameaça zerar vendas brasileiras no mercado global até dezembro

Exportação de tilápia brasileira cresce 52% no 1º semestre, mas tarifaço de 50% imposto pelos EUA ameaça zerar vendas até dezembro.

A exportação de tilápia brasileira viveu um dos melhores semestres de sua história, mas pode estar prestes a enfrentar o momento mais desafiador desde que conquistou espaço no mercado internacional. Entre janeiro e junho de 2025, os embarques aumentaram 52% em volume, alcançando 8 mil toneladas, o equivalente a US$ 36 milhões em faturamento. Quase 95% desse total teve como destino os Estados Unidos, consolidando a tilápia brasileira como produto competitivo no maior mercado consumidor de pescado do mundo.

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Tarifaço de 50% imposto pelos EUA muda o cenário

Apesar dos números positivos, o otimismo durou pouco. Em agosto, o governo norte-americano anunciou um tarifaço sobre diversos produtos brasileiros, incluindo os filés de tilápia.

A medida adicionou uma tarifa extra de 40% aos 10% já cobrados desde abril, elevando o custo total para 50%. Com isso, o preço final da tilápia brasileira nos Estados Unidos se tornou pouco competitivo, ameaçando inviabilizar as exportações no segundo semestre.

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Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, foi direto: “as exportações devem ficar próximas de zero até dezembro”. Ele explicou que o aumento abrupto no custo não apenas derruba a competitividade do produto brasileiro, mas também abre espaço para concorrentes como o Vietnã, que já avança no fornecimento de filés de peixe para o mercado americano.

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Exportação de tilápia pode ser zerada e afetar o mercado interno

Se, de fato, o tarifaço pode zerar a exportação de tilápia, as consequências devem ser sentidas também no mercado interno.

O aumento da oferta de peixe dentro do Brasil, sem o escoamento para os Estados Unidos, pode gerar queda de preços e margens para os produtores. A entrada do filé de tilápia vietnamita, que chega mais barato aos EUA, amplia a pressão competitiva e coloca em risco todo o avanço obtido pelo setor pesqueiro brasileiro nos últimos anos.

O desafio da tilápia brasileira diante da crise

Nos últimos anos, a tilápia brasileira vinha ganhando força como um dos principais produtos de exportação do setor de pescado, especialmente pela qualidade do filé e pelo crescimento constante da produção nacional.

O primeiro semestre de 2025 havia confirmado essa tendência, com aumento robusto das exportações e expectativa de liderança consolidada no mercado americano. Agora, o setor se vê diante de um risco real de retrocesso.

Segundo a Peixe BR, “o anúncio recente do governo americano alterou completamente as projeções de crescimento”.

Antes da taxação, a expectativa era de que o Brasil aumentasse ainda mais sua participação, mas a tarifa de 50% inviabiliza a competitividade e pode paralisar a cadeia exportadora até o fim do ano.

Busca por alternativas para manter exportações

Diante do novo cenário, a entidade setorial já estuda alternativas para diversificar destinos da exportação de tilápia.

A busca agora é por mercados menos dependentes de medidas protecionistas, como países da Europa, Oriente Médio e América Latina. Ainda assim, especialistas afirmam que nenhum deles tem a mesma capacidade de absorção de volume que os Estados Unidos, o que reforça a gravidade do problema.

O setor de pescado no Brasil se encontra em um paradoxo. Se por um lado os números do primeiro semestre mostraram força e potencial de expansão internacional, por outro o tarifaço imposto pelos EUA ameaça jogar por terra esse avanço. De um semestre de crescimento histórico, a exportação de tilápia brasileira pode caminhar para um colapso no final do ano, se não houver reação rápida.

E você, acredita que o setor conseguirá encontrar novos mercados para compensar as perdas com os Estados Unidos ou a exportação de tilápia brasileira ficará estagnada até o fim de 2025?

FONTE: CPG Click Petróleo e Gás

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