| A novela da Raízen ganhou mais um episódio, daqueles em que todo mundo marca reunião, abre a chamada e descobre que não tem gente suficiente pra votar nada. As assembleias dos detentores de CRAs marcadas pra quarta-feira (06) não atingiram quórum mínimo, então uma posição sobre as negociações da dívida da companhia deve ficar pra próxima semana. |
| O tamanho do abacaxi ajuda a explicar a tensão. A Raízen, em recuperação extrajudicial, tem R$ 65 bilhões em dívida com credores externos e R$ 7,3 bilhões só em CRAs, que tiveram vencimento antecipado por causa do pedido de reestruturação. Na quarta-feira (06), estavam na mesa investidores de 3 emissões, com R$ 4 bilhões a receber. Como não deu quórum, a 2ª chamada ficou pra 14 de maio. |
| Na quinta-feira (07), outras 2 assembleias estavam marcadas, envolvendo mais R$ 3,3 bilhões em créditos, mas a expectativa de fontes próximas era de que o filme se repitisse. Enquanto isso, o relógio corre. A Raízen tem até 9 de junho pra apresentar um plano atualizado de recuperação, com detalhes da reestruturação e adesão de mais de 50% dos créditos sujeitos. Basicamente, precisa juntar muita gente numa sala financeira antes que o cronômetro apite. |
| A proposta mais recente da empresa prevê converter 45% da dívida em ações e levantar até R$ 5 bilhões em capital novo, além dos aportes prometidos pelos acionistas, com R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto. A Cosan, hoje com BTG como maior acionista, ainda não se comprometeu com aporte.
Fonte: Agroespresso Foto: Divulgação/Raízen |

