China registra safra recorde de grãos de verão e reforça produção agrícola em 2026

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China registra safra recorde de grãos de verão e reforça produção agrícola em 2026

China colheu 301,49 bilhões de jin (cerca de 150,7 milhões de toneladas) de grãos de verão em 2026, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas nesta quinta-feira. O volume representa um crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior e supera, pela primeira vez, a marca de 300 bilhões de jin, consolidando a maior safra de verão já registrada pelo país.

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Os grãos de verão representam aproximadamente 40% do abastecimento anual de alimentos da China. Embora ocupem cerca de um quarto da área total destinada ao cultivo de grãos, a colheita é considerada estratégica porque influencia o desempenho da produção agrícola ao longo do ano e cria as bases para a safra de outono.

Mesmo após o atraso no plantio do trigo de inverno provocado pelas chuvas na região de Huang-Huai-Hai no segundo semestre do ano passado, a produção avançou graças à combinação de políticas públicas, condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras e adoção de tecnologias agrícolas.

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A área destinada aos grãos de verão permaneceu praticamente estável em 398 milhões de mu (cerca de 26,5 milhões de hectares), queda de apenas 0,2% na comparação anual. Já a área cultivada com trigo de inverno, principal cultura da safra, totalizou 338 milhões de mu, retração de 0,1%.

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Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, o governo adotou medidas para reduzir os impactos do atraso na semeadura, incluindo recursos emergenciais para a colheita e o replantio, drenagem de áreas alagadas e incentivo ao uso de técnicas adaptadas ao excesso de umidade e ao plantio tardio.

Além disso, políticas de preços mínimos, subsídios, seguros agrícolas e programas voltados à preservação da fertilidade do solo ajudaram a manter a estabilidade da área cultivada e estimularam a produção.

A produtividade também aumentou em 2026. A produção média dos grãos de verão alcançou 378,8 quilos por mu, alta de 0,8% em relação ao ano anterior. No caso do trigo de inverno, o rendimento chegou a 403,5 quilos por mu, avanço de 0,9%.

De acordo com Wei Fenghua, diretor da Divisão Rural do Departamento Nacional de Estatísticas, as principais regiões produtoras registraram temperaturas acima da média e chuvas suficientes após o período de dormência do trigo. Além disso, a ausência de secas severas, ondas de frio e ventos quentes, somada ao controle de pragas e doenças, favoreceu o desenvolvimento das lavouras.

Para compensar o atraso no plantio, governos locais ampliaram a densidade de semeadura e reforçam práticas como fertilização antecipada, irrigação, compactação do solo e controle de plantas daninhas, medidas que contribuíram para elevar a produtividade.

O governo central também destinou recursos para apoiar as principais províncias produtoras de trigo, enquanto o Ministério da Agricultura coordenou ações técnicas durante o ciclo produtivo. Paralelamente, o sistema cooperativo de abastecimento distribuiu cerca de 27 milhões de toneladas de fertilizantes durante o período agrícola conhecido como “Três Verões” e mobilizou milhares de centros de assistência técnica para orientar os produtores.

Na fase da colheita, a ampla utilização de máquinas agrícolas de alto desempenho permitiu concluir a colheita do trigo em 22 dias, dois dias antes do registrado em 2025 e até cinco dias mais rápido que a média histórica.

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