Celso Manzatto conclui ciclo na Embrapa com legado em sustentabilidade

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Celso Manzatto conclui ciclo na Embrapa com legado em sustentabilidade

A trajetória do pesquisador Celso Manzatto reúne formação acadêmica sólida, experiência em gestão e contribuição direta à formulação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade da agropecuária brasileira. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 1983, concluiu mestrado em Ciência do Solo na mesma instituição em 1986 e doutorado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense em 1998.

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Antes de ingressar na pesquisa pública, atuou como consultor de empresas de engenharia entre 1986 e 1994, participando de projetos nas áreas de irrigação e drenagem, assentamentos humanos e estudos de impacto ambiental. Essa experiência contribuiu para consolidar uma visão aplicada da ciência, voltada à resolução de problemas concretos no território.

Sua carreira na Empresa começou em 1995, na Embrapa Solos, no Rio de Janeiro. Na unidade, ocupou cargos estratégicos, como chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento entre 1998 e 2003 e chefe-geral de 2004 a 2009. Nesse período, aprofundou sua atuação em temas como pedologia, aptidão agrícola, zoneamentos e uso da terra, consolidando-se como referência técnica nessas áreas. Em agosto de 2009, foi selecionado pela diretoria-executiva da Embrapa para assumir a chefia-geral da Embrapa Meio Ambiente, onde liderou iniciativas voltadas à sustentabilidade da produção agropecuária, mudanças climáticas e avaliação de impactos ambientais. Durante sua gestão, fortaleceu a interlocução entre ciência, setor produtivo e formuladores de políticas públicas, ampliando a presença da unidade em debates nacionais e internacionais.

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Ao longo de sua atuação na Embrapa, Manzatto participou de projetos estratégicos voltados à organização do uso da terra no país. Seu trabalho ganhou destaque especialmente na formulação e implementação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), instrumentos fundamentais para orientar políticas públicas, reduzir riscos produtivos e promover o uso sustentável dos recursos naturais. Essas ferramentas passaram a subsidiar decisões governamentais e investimentos privados, contribuindo para tornar a agricultura brasileira mais resiliente e eficiente.

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“A chegada de Celso a Embrapa Meio Ambiente ocorreu em um momento especial para a Unidade, no qual exerceu um papel importante na integração de equipes e na discussão das grandes áreas de pesquisa. Sempre com elevado comprometimento com a Unidade e com a Embrapa. Foi um grande prazer fazer parte de sua equipe na Chefia-Adjunta de TT e compartilhar um convívio cordial, com desafios e aprendizados. Desejo ao amigo Celso tudo de bom nesta nova etapa, agora dedicando mais tempo à vida como produtor rural”, destaca Ladislau Skorupa.

Outro destaque de sua trajetória é a contribuição para a consolidação de políticas de agricultura de baixa emissão de carbono no Brasil. Manzatto teve participação ativa no desenvolvimento e na implementação da Plataforma ABC, iniciativa voltada à promoção de tecnologias sustentáveis no campo, como recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta e sistemas de plantio direto. A plataforma integra esforços de pesquisa, governo e setor produtivo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na agropecuária, ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade e a resiliência dos sistemas agrícolas.

 

Além da atuação institucional, Manzatto teve participação relevante em órgãos do governo federal, contribuindo para a construção de políticas ambientais e agrícolas. Sua experiência técnica o levou a ocupar cargos estratégicos no Ministério do Meio Ambiente, onde trabalhou na articulação de programas voltados ao ordenamento territorial, à conservação dos biomas brasileiros e ao uso sustentável da terra. Nesse contexto, ajudou a consolidar a base científica necessária para políticas públicas mais integradas e eficazes.

Outro aspecto marcante de sua trajetória é a atuação na interface entre ciência e tomada de decisão. Ao longo dos anos, Manzatto defendeu a importância de transformar dados e conhecimento técnico em instrumentos práticos para gestores públicos e produtores rurais. Essa visão contribuiu para aproximar a pesquisa científica das demandas reais do campo, ampliando o impacto das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa.

“Celso Manzatto sempre foi um visionário na busca de soluções de pesquisa não somente para o presente, mas para o futuro. Estive como pesquisadora da Embrapa Solos de 2003 a 2025 e eu presenciei ele contratar na posição de Chefe-geral no concurso de 2001, profissionais com formações diversas, que não somente pedólogos, como geógrafo, engenheiro florestal e biólogo, como foi o meu caso, apostando na interdisciplinaridade para contribuir com soluções para a complexidade da agricultura. Desejo a ele uma etapa de vida com saúde e com realização de sonhos, para além dos profissionais”, disse Rachel Prado.

Fabiano Baliero, pesquisador da Embrapa Solos, afirmou ser uma honra participar da homenagem a Celso Manzatto, a quem atribui papel decisivo em sua trajetória e no fortalecimento da unidade. Segundo ele, o ex-chefe se destacou por unir a equipe em torno de objetivos comuns e por sua visão estratégica, que ajudou a orientar pesquisadores e antecipar demandas da instituição, da sociedade e do mercado.

Baliero destaca que muitas iniciativas lideradas por Manzatto continuam gerando resultados, como a Rede FertBrasil e parcerias que deram origem ao Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas. Também relembra a criação de linhas de pesquisa em serviços ambientais, o zoneamento da cana-de-açúcar e o incentivo a jovens pesquisadores — como quando lhe confiou a coordenação da atualização do manual de adubação do Rio de Janeiro. Para o pesquisador, Manzatto deixa como legado não apenas projetos estruturantes, mas um exemplo de liderança agregadora, capaz de formar equipes, estimular talentos e construir bases duradouras para a Embrapa.

 

Marcelo Morandi, chefe da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, foi chefe de TT e de P&D na gestão do Celso Manzatto na Embrapa Meio Ambiente. Para ele, o Celso tem uma história muito importância para a Embrapa e em especial para a Embrapa Meio Ambiente. Ele chegou na Embrapa Meio Ambiente como uma pessoa experiente, em um momento que a gente precisava de uma reconstrução da Unidade, uma repactuação e ele foi essencial nesse processo. Aprendi muito, pois tive a oportunidade de trabalhar diretamente com ele, tanto na chefia de TT como de P&D, com um aprendizado muito grande com liderança dele, com sua forma de agir, de líder com situações, que foi fundamental para a construção da Unidade. Celso foi também um pesquisador importante para a Empresa, nos trouxe essa questão do zoneamento ecológico, nos trouce uma visão importante das questões ambientais ligadas a agricultura. A Embrapa se despede de um pesquisador muito importante e eu desejo muito sucesso nessa nova fase da sua vida e certamente seu legado dele vai nos acompanhar porque com certeza deixou uma experiência muito marcante e eu, em particular, pelo aprendizado e convívio durante muitos anos, na sua sucessão na chefia geral e usando todo esse conhecimento que adquiri nesse convívio”.

Para Paula Packer, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, a trajetória de Celso Manzatto está profundamente ligada ao fortalecimento da Embrapa Meio Ambiente como referência em sustentabilidade na agropecuária. Sua liderança, além de inspirar muitos, contribuiu para integrar equipes, consolidar agendas estratégicas e ampliar o diálogo com o setor produtivo e formuladores de políticas públicas. Ao longo de sua atuação, destacou-se por aproximar a ciência das demandas reais do campo, especialmente em temas como uso da terra, mudanças climáticas e agricultura de baixa emissão de carbono.

Seu trabalho conferiu grande visibilidade à Unidade e reforçou seu papel na construção de soluções para uma agricultura mais resiliente e sustentável. Além das contribuições técnicas, deixa um legado de cooperação, compromisso institucional e excelência científica.

Registro meu reconhecimento e agradecimento por sua dedicação à Embrapa Meio Ambiente. Desejo sucesso nesta nova etapa, certa de que sua trajetória seguirá inspirando o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira”, disse Paula Packer.

A Embrapa registra seu reconhecimento pela trajetória, dedicação e pelas contribuições de Celso Manzatto e deseja que esta nova etapa seja marcada por sucesso, realizações e muitas alegrias.

 

Fonte: Embrapa

Foto: Arquivo Embrapa

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