Câmara aprova projeto de lei que estabelece mudanças nos marcos legais do seguro rural

Banner Mutua

Câmara aprova projeto de lei que estabelece mudanças nos marcos legais do seguro rural

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), o projeto de lei (PL) que reformula o seguro rural e prevê condições mais vantajosas para operações de crédito rural amparadas pelo seguro, como taxas de juros menores, prazos diferenciados e prioridade na concessão de financiamentos. Como o texto recebeu alterações, a proposta retornará ao Senado para nova análise.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), o projeto foi relatado na Câmara pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (Republicanos-PR).

Segundo o relator, a proposta é um instrumento essencial para a proteção dos produtores rurais brasileiros contra os riscos inerentes à atividade agropecuária, sobretudo o climático, o sanitário e o de preço.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

No texto, ele reforça que, apesar dos avanços com a Lei da Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, de 2003, a penetração do seguro no meio rural brasileiro ainda é muito reduzida e que essa baixa cobertura decorre “da complexidade dos marcos normativos, da insuficiência de recursos direcionados à subvenção, das incertezas inerentes ao acesso aos programas governamentais e das dificuldades operacionais enfrentadas por produtores e seguradoras”.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

Entre as alterações feitas pelos deputados no texto está a inclusão da possibilidade de usar recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para reforçar o seguro rural.

Pelo projeto, o governo poderá direcionar parte dos recursos anuais do Proagro para o seguro rural. A medida, no entanto, dependerá da disponibilidade orçamentária e não poderá comprometer a capacidade de operação e atendimento do programa.

Além disso, a proposta prevê, ainda, que o prêmio do seguro será subsidiado por fundo que conta com recursos públicos. A matéria tenta viabilizar o chamado Fundo Catástrofe, de 2010.

Na avaliação de deputados defensores da matéria, esse mecanismo não funciona “corretamente” porque a legislação atual dificulta sua viabilidade.

Nesse sentido, a proposta permite que o fundo possa receber ações de empresas nas quais a União tenha participação minoritária. A proposta também prevê que o conselho diretor do fundo definirá quais operações poderão ou não ser cobertas.

Além disso, o texto permite que seguradoras que não atuam no programa, resseguradoras, empresas das cadeias produtivas e cooperativas agropecuárias, possam participar como cotistas do fundo.

Na avaliação dos parlamentares, outro entrave para a operacionalização do fundo é a possibilidade de fim da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural. Pela regra atual, o benefício poderia ser encerrado a partir de 1º de julho do ano seguinte ao início das atividades do fundo. O projeto retira essa previsão e, na prática, preserva a isenção tributária.

Há também a autorização para que subfundos, com patrimônios separados e destinados a setores específicos, sejam criados.

O projeto aprovado na Câmara também mantém os recursos destinados ao Seguro Rural dentro do orçamento do Ministério da Agricultura. Além disso, proíbe o bloqueio ou contingenciamento de recursos destinados a despesas obrigatórias, entre elas os subsídios ao seguro rural. Na prática, a proposta torna obrigatória a execução dos recursos previstos para a subvenção ao prêmio do seguro rural, respeitando o valor enviado pelo governo federal no projeto original do Orçamento ao Congresso.

Publicidade

Basket (0)
Seu carrinho está vazio.
Select the fields to be shown. Others will be hidden. Drag and drop to rearrange the order.
  • Image
  • SKU
  • Rating
  • Price
  • Stock
  • Availability
  • Add to cart
  • Description
  • Content
  • Weight
  • Dimensions
  • Additional information
Click outside to hide the comparison bar
Compare