Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Santander adotam medidas rigorosas em 2025: crédito mais restrito, juros elevados e exclusão de negativados preocupam brasileiros

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Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Santander adotam medidas rigorosas em 2025: crédito mais restrito, juros elevados e exclusão de negativados preocupam brasileiros

Bancos brasileiros endurecem critérios de crédito em 2025, elevam juros e limitam financiamentos, afetando especialmente consumidores negativados e de baixa renda. O cenário reflete cautela diante da inadimplência e da desaceleração econômica.

Em 2025, os maiores bancos do país adotam critérios mais rígidos para conceder crédito, elevam custos e restringem o acesso de consumidores negativados, o que amplia a preocupação de famílias e empresas.

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A combinação de juros altos, inadimplência persistente e projeções mais modestas para a expansão das carteiras levou as instituições a priorizar linhas de menor risco e clientes com capacidade de pagamento comprovada.

Cenário econômico com juros elevados

A política monetária segue apertada neste ano, com a taxa básica em patamar elevado para conter a inflação.

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Nesse ambiente, o financiamento encarece, a demanda por empréstimos arrefece e as áreas de risco passam a receber tratamento mais conservador.

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Em termos práticos, parcelas ficam mais caras, prazos são reavaliados e a análise cadastral se torna mais minuciosa.

Enquanto isso, a inadimplência se mantém em níveis incômodos no varejo financeiro.

Os bancos ajustam as provisões e adotam controles adicionais de risco, movimento que tende a reduzir a aprovação para perfis com renda instável, histórico de atrasos ou restrições cadastrais.

Projeções revisadas para o crédito em 2025

Após um 2024 de expansão robusta, entidades do setor apontam desaceleração em 2025.

Febraban revisou, entre o fim de 2024 e o início deste ano, a expectativa de crescimento do crédito de 9% para 8,5%, citando piora do ambiente econômico e cautela dos bancos.

No ano passado, a carteira total cresceu ao redor de 10,9%, segundo dados do Banco Central, patamar que não deve se repetir em um contexto de mercado mais seletivo.

A leitura predominante entre as instituições é que rentabilidade líquida e qualidade do ativo prevalecem sobre ganho de volume.

Linhas com garantias, pagamentos consignados ou lastro em recebíveis ganham prioridade em relação a produtos não colateralizados.

Inadimplência pressiona concessões

A deterioração da renda, somada ao encarecimento do dinheiro, pressionou a adimplência de famílias e empresas.

O sistema bancário responde reforçando a triagem de crédito: clientes com histórico consistente, renda formal e garantias reais têm maior probabilidade de aprovação e limites mais adequados ao orçamento.

Para quem está negativado, o cenário é mais duro.

As políticas internas tendem a excluir perfis com restrição ou, quando há oferta, aplicar taxas mais altas para compensar o risco.

Mesmo consumidores sem apontamentos, mas com comprometimento elevado de renda, enfrentam exigências adicionais de documentação, revisão de prazos e, em alguns casos, redução de limites.

Estratégias conservadoras dos bancos

Os grandes bancos de varejo ajustam suas carteiras para segmentos menos voláteis.

Produtos como crédito consignado, financiamento com garantias reais e operações com colateral têm preferência.

A tática é proteger as margens em meio a custos de captação mais altos e spreads pressionados por inadimplência.

No crédito a pessoas físicas, a seleção se concentra em clientes recorrentes e com relacionamento estável.

Em empresas, a análise setorial e o histórico de fluxo de caixa pesam mais na aprovação.

Instituições com exposição relevante a setores específicos também realinham o apetite.

No agronegócio, por exemplo, oscilações de safra e preços levaram a revisões de risco e reperfils de dívidas, com efeitos diretos sobre a originação de novas operações.

Habitação e financiamentos mais restritivos

No financiamento imobiliário, as condições mudaram.

Em outubro de 2024, a Caixa elevou a entrada exigida em algumas modalidades, o que, na prática, reduziu o percentual financiável em parte das operações.

Já em 2025, o governo e a Caixa lançaram uma nova faixa do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, com cota de financiamento de até 80% para imóveis novos e regras específicas para usados, além de prazos alongados.

A combinação de juros altos e maior exigência de entrada, porém, encarece o acesso para quem não se enquadra nas modalidades subsidiadas.

Além disso, entidades do setor imobiliário projetam queda do volume financiado neste ano diante da piora das condições financeiras.

Em um ambiente assim, bancos tendem a privilegiar operações com garantias sólidas e baixo LTV (relação entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel).

Impactos para consumidores

Para quem busca cartão, empréstimo pessoal ou financiamento, a análise será mais criteriosa.

Renda formal, estabilidade no emprego e histórico limpo fazem diferença.

score de crédito segue relevante, mas não basta: os bancos cruzam informações de renda, comportamento de pagamento e nível de endividamento.

Consumidores com dívidas em atraso devem encontrar mais barreiras.

A regularização via renegociação e a recomposição de histórico positivo voltam a ser pré-requisitos.

Já no consignado, a tendência é de disputa por bons perfis, por se tratar de linha com risco menor.

O resultado esperado é um crescimento mais lento do crédito, porém com qualidade superior na carteira.

Empresas também enfrentam mais exigências

No crédito corporativo, sobretudo para pequenas e médias, o custo de financiamento aumenta e a documentação financeira precisa estar em dia.

Fluxo de caixa previsível, garantias e relacionamento bancário consistente pesam na precificação e na disponibilidade do crédito.

Setores com maior volatilidade de receita enfrentam exigências adicionais ou limites menores.

O que esperar adiante

A trajetória de juros e inflação será determinante para aliviar a pressão sobre a inadimplência e a originação de novos empréstimos.

Caso o ambiente melhore nos próximos trimestres, bancos podem reverter parte da cautela, reabrindo gradualmente o acesso para perfis moderados.

Até lá, a regra é seletividade: mais documentação, taxas elevadas e exclusão de negativados em muitas linhas de crédito.

Com a restrição atual, como você percebe o acesso a financiamento no seu dia a dia: a análise ficou mais rígida, a taxa mais pesada ou os limites simplesmente encolheram?

Fonte: CPG Click Petróleo e Gás

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