O Banco Mundial e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) assinaram nesta sexta-feira (10/4) em Washington, nos Estados Unidos, um acordo de cooperação para ampliar a conectividade rural de agricultores familiares da América do Sul e do Caribe. A estimativa do banco é que cerca de três bilhões de dólares sejam destinados ao continente como parte de um programa global de apoio ao setor, o Agriconnect.
Lançado em outubro do ano passado, o programa prevê ampliar o acesso dos agricultores a mercados e tecnologias e teve adesão do Brasil em novembro. O país é considerado estratégico para que o banco alcance sua meta de impactar 10 milhões de agricultores familiares na América Latina até 2030. Globalmente, a meta é de atingir 300 milhões de agricultores com investimento anual de US$ 9 bilhões.
No Brasil, o programa conta com um plano de ação que enfatiza, dentre outros investimentos e políticas, o financiamento a estruturas de armazenagem. De acordo com o gerente regional de agricultura e alimentos do banco mundial, Diego Árias, o fato de o país ter estrutura para armazenar apenas 35% da sua produção tem impactos globais na formação de preços de algumas commodities.
Segundo ele, outros cinco países estão elaborando planos semelhantes considerando seus próprios desafios com a agricultura familiar. Nesse caso, o IICA deve atuar junto aos diferentes ministérios de agricultura da região, visando coordenar as ações, sua implementação e a troca de experiências geradas pelo programa em cada país.
“Esta é uma segunda rodada de planos de ação que serão lançados. O Brasil foi o primeiro, agora Equador, Bolívia, Honduras, Jamais, Guiana e República Dominicana estão já com planos de ação para serem lançados. Por isso fizemos este acordo, para nos comprometer a ter um plano de trabalho junto e a chegar às metas até 2030”, completa Árias.
*O jornalista viajou a convite do Banco Mundial
Fonte: Globo Rural
Foto: IICA/M. Zeigler

