Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveram uma nova cepa da bactéria Azospirillum brasilense, denominada HM053, que promete revolucionar a produção de milho no país. Após 35 anos de pesquisa, a bactéria foi aprimorada para fixar nitrogênio de forma mais eficiente, resultando em aumentos de produtividade de até 28% nas lavouras de milho.
A fixação biológica de nitrogênio é um processo no qual microrganismos convertem o nitrogênio atmosférico em formas utilizáveis pelas plantas, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos. A HM053 não apenas melhora a nutrição das plantas, mas também estimula seu crescimento por meio da produção de fitormônios, hormônios vegetais que promovem o desenvolvimento radicular e a absorção de nutrientes.
Para viabilizar a aplicação comercial da tecnologia, a UFPR firmou parceria com a empresa Bioma, especializada em soluções biotecnológicas para a agricultura. A Bioma desenvolveu o inoculante “Bioma Mais Energy”, que contém a cepa HM053 e já recebeu registro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para uso comercial em culturas de milho.
O produto é aplicado diretamente nas sementes antes do platio. Após a germinação, a bactéria coloniza o sistema radicular, estabelecendo uma relação simbiótica que beneficia tanto a planta quanto o microrganismo. Além de aumentar a produtividade, o uso da HM053 pode contribuir para a sustentabilidade agrícola, diminuindo a dependência de fertilizantes nitrogenados e mitigando impactos ambientais associados ao seu uso excessivo.
A introdução dessa tecnologia representa um avanço significativo para o agronegócio brasileiro, oferecendo aos produtores uma ferramenta eficaz para otimizar a produção de milho de maneira sustentável e economicamente viável.