Armadoras suspendem rotas ao Oriente Médio e elevam tarifas

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Armadoras suspendem rotas ao Oriente Médio e elevam tarifas

As rotas para transportar produtos pelo Oriente Médio passaram a ficar mais escassas e caras nos últimos dias. Grandes armadoras anunciaram alterações em suas políticas de transporte na região nesta semana e elevação das tarifas, seja por causa dos custos extras de remanejamento, seja pela alta do preço do combustível marítimo, decorrente de elevação do petróleo.

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Na quarta-feira, os houthis, grupo rebelde iemenita aliado do Irã, realizaram um ataque a um navio petroleiro no Mar Vermelho, segundo a organização de segurança marítima UKMTO. A elevação das tensões no Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho e vinha sendo usado como alternativa ao fechamento do Estreito de Ormuz, está aumentando as incertezas sobre a logística de acesso de produtos ao Oriente Médio.

A Maersk informou na quarta-feira (22/7) a suspensão dos agendamentos de frete marítimo para boa parte dos países do Oriente Médio e de algumas rotas terrestres na região. Para cargas contendo alimentos, medicamentos e outros itens perecíveis, a empresa disse que “vai fazer seu máximo para garantir atenção especial”.

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Para cargas refrigeradas, a Maersk suspendeu o agendamento de cargas partindo de e para o Iraque, Kuwait, Catar, Barein, Arábia Saudita (portos de Dammam, Al Jubail e King Abdullah), Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Para este último, só estão sendo aceitos agendamentos de cargas importadas pelo porto de Khor Fakkan.

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A Maersk informou que continua aceitando agendamentos de cargas refrigeradas de e para Líbano, Israel, Omã (via portos de Salalah e Sohar).

Para as cargas secas, a Maersk suspendeu todos os agendamentos de carga que partem e saem dos Emirados Árabes Unidos (exceto dos portos de Khor Fakkan e Jebel Ali), do Iraque e da Arábia Saudita. A companhia disse que continua aceitando agendamentos de cargas secas que transitam pelos portos de Jeddah e King Abdullah, na Arábia Saudita, pela Jordânia, pelos portos de Salalah e Sohar, em Omã, pelos portos de Khor Fakkan (apenas importações) e Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e no Líbano, Kuwait, Catar, Barein e Israel.

Frete de emergência

 

A Maersk também acrescentou uma taxa de frete de emergência para cargas em trânsito. Para cargas refrigeradas, o custo do frete de emergência é de US$ 3.800 por contêiner; para cargas secas, de US$ 1.800 o contêiner de 20 pés e de US$ 3.000 o contêiner de 40 pés. Essa taxa, segundo a companhia foi implementada “para viabilizar o redirecionamento até o destino final, o que inclui a busca por possíveis soluções de armazenamento, fretamentos adicionais, entre outras medidas”.

Além disso, a Maersk informou que cobra de todo navio que transita pelo Estreito de Ormuz uma taxa adicional de US$ 1.000 o contêiner, e passou a implementar novos custos para o remanejamento de cargas no mar.

A CMA CGM também anunciou, na última terça-feira (22/7), uma sobretaxa de frete de emergência, que será cobrada a partir de 1 de agosto. Para o embarque de cargas refrigeradas, o valor adicional é de US$ 165 por TEU, e para cargas secas, de US$ 150 por TEU.

Nesta quinta-feira (23/7), a CMA CGM anunciou a elevação das taxas convencionais de frete das cargas com destinos para o Golfo do Oriente Médio e o Mar Vermelho, que variam conforme a origem dos embarques.

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