Após tarifas, Brasil precisará encontrar novos destinos para etanol, diz StoneX

Banner Mutua

Após tarifas, Brasil precisará encontrar novos destinos para etanol, diz StoneX

O governo dos Estados Unidos oficializou na última semana tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Entre os itens afetados, o mercado de etanol será um dos mais impactados pela taxação. Apesar de discussões recentes entre entidades dos dois países, produtores americanos usaram a tarifa brasileira de 18% sobre etanol importado como justificativa para a medida.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

Após o novo tarifaço, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (22/7) pela StoneX, o Brasil precisará encontrar novos destinos para exportação de etanol.

Em paralelo, tramita nos EUA a extensão do E15 durante todo o ano, o que segundo estimativas da StoneX reduziria em cerca de 76% o potencial exportável americano até 2027. Portanto, a combinação entre o avanço do E15 e a revisão tarifária configura um movimento de proteção à indústria americana de etanol de milho.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

No médio prazo, de acordo com a análise da consultoria, o Brasil deve procurar novos destinos para exportação de etanol, visto que a produção segue crescendo em níveis recordes e a demanda interna não vem respondendo na mesma medida, especialmente para o etanol hidratado, que divide a produção das usinas com o anidro.

PUBLICIDADE
Sicoob Engecred

Possíveis destinos, segundo a análise, incluem os próprios parceiros comerciais já existentes, como Coreia do Sul, Países Baixos e Filipinas. No acumulado de 2026, Coreia do Sul e Filipinas apresentaram quedas relevantes nas exportações brasileiras, ao contrário dos Países Baixos, que praticamente dobraram o volume comprado do Brasil no período.

Apesar das tarifas, o saldo comercial de etanol entre Brasil e Estados Unidos, historicamente favorável ao Brasil, inverteu-se nos últimos anos. Após um superávit brasileiro de 202 mil m³ em 2024, o indicador recuou para 113 mil m³ em 2025 — queda de 44% —, reflexo tanto da retração das exportações brasileiras (-18,5%) quanto do avanço das importações do etanol americano (+28,1%), conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O ponto de inflexão relevante ocorreu em agosto de 2025, quando o Brasil elevou a mistura obrigatória de anidro na gasolina de 27% para 30%, consumindo parte relevante dos estoques domésticos do produto. No mesmo mês, as importações de etanol americano saltaram para 35 mil m³, ante apenas 0,2 mil m³ em agosto de 2024.

O movimento se intensificou no início de 2026, antes do começo da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, em um contexto marcado por estoques abaixo da média histórica, o que reforçou a necessidade de importação. Entre janeiro e março, o Brasil importou 248 mil m³ de etanol americano, volume que não se concretizava desde 2020.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o desequilíbrio se consolidou: as importações de etanol dos EUA somaram 250,8 mil m³ – sendo que praticamente todo o volume foi concentrado no primeiro trimestre, refletindo o fechamento da janela de arbitragem a partir de março -, ante 96,6 mil m³ no mesmo período de 2025, enquanto as exportações brasileiras aos EUA recuaram para 66,4 mil m³, ante 160,9 mil m³. Esse movimento configurou um saldo bilateral negativo de cerca de 184,4 mil m³, revertendo a posição historicamente superavitária do Brasil no fluxo direto com os EUA.

Publicidade

Basket (0)
Seu carrinho está vazio.
plugins premium WordPress
Select the fields to be shown. Others will be hidden. Drag and drop to rearrange the order.
  • Image
  • SKU
  • Rating
  • Price
  • Stock
  • Availability
  • Add to cart
  • Description
  • Content
  • Weight
  • Dimensions
  • Additional information
Click outside to hide the comparison bar
Compare