O mercado de combustíveis apresentou movimentos distintos nos últimos dias, com recuo nos preços do etanol no Brasil e valorização de derivados e do petróleo no exterior. As informações constam em análise divulgada pela consultoria StoneX.
No mercado doméstico, o etanol hidratado com base nas usinas de Ribeirão Preto manteve trajetória de queda ao final de fevereiro. O combustível foi negociado em torno de R$ 3,44 por litro, com recuo semanal de R$ 0,14 por litro. O movimento está ligado à menor competitividade frente à gasolina, já que a paridade no estado de São Paulo permanece acima de 72%, reduzindo o interesse do consumidor pelo biocombustível. Outro fator que influencia o mercado é a proximidade do início da colheita de cana, prevista para março, o que costuma aumentar a oferta. A redução de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina A vendida pela Petrobras ao final de janeiro também contribuiu para enfraquecer a competitividade do etanol.
No cenário internacional, os preços do petróleo registraram forte alta no início da semana. O contrato mais ativo do Brent encerrou a segunda-feira, 2, cotado a US$ 77,7 por barril, avanço de 7,3%. O WTI acompanhou o movimento e fechou em US$ 71,2 por barril, com ganho de 6,3%. Durante a sessão, as cotações chegaram a superar os US$ 82 por barril, refletindo preocupações do mercado com possíveis impactos logísticos globais após o anúncio de Teerã sobre um bloqueio no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico.
Os derivados também acompanharam a valorização. O contrato mais ativo do NY Harbor ULSD, referência para o diesel, subiu 9,4% na semana passada e encerrou a sexta-feira, 27, em US$ 2,671 por galão. A passagem de uma nevasca pela Costa Leste dos Estados Unidos elevou as expectativas de demanda por combustíveis de aquecimento, o que ampliou os diferenciais entre diesel e petróleo, que chegaram a US$ 39,7 por barril.
No caso da gasolina, os preços também avançaram. O combustível encerrou a última semana com alta de 4%, negociado próximo de US$ 2,07 por galão. O diferencial entre RBOB e Brent registrou avanço de 22%, alcançando cerca de US$ 14,79 por barril, refletindo a expectativa de demanda mais forte nos Estados Unidos nos próximos meses, mesmo com a presença de frentes frias no país.
Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems

