Alimentos puxam alta da produção agroindustrial

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Alimentos puxam alta da produção agroindustrial

A agroindústria brasileira teve um comportamento assimétrico em outubro, mês em que as indústrias alimentícias registraram aumento de produção, enquanto as não alimentícias tiveram retração. O resultado foi um crescimento de 0,8% na produção das agroindústrias na comparação com outubro do ano passado, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro).

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O resultado compensou as perdas acumuladas até então e fez com que o indicador registrasse estabilidade de janeiro a outubro. Segundo o FGV Agro, a perspectiva é de que a agroindústria encerre o ano com leve crescimento.

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O setor de produtos alimentícios e bebidas teve alta de 4,3% em outubro, puxado pelo crescimento da produção em todos os segmento de alimentos (alta de 5,3%), o que compensou a queda de 1% na produção de bebidas.

Houve aumento na produção de carne bovina, suína e de aves, além de avanços na produção de laticínios e pescados. No total, a produção de alimentos de origem animal cresceu 6,5%.

Desempenho da Agroindústria nos últimos meses de 2025 — Foto: Globo Rural

Desempenho da Agroindústria nos últimos meses de 2025 — Foto: Globo Rural

Os alimentos de origem vegetal tiveram aumento de 3,5% na produção, puxados pelo avanço de arroz, trigo e, notadamente, de conservas e sucos. Já a produção de óleos e gorduras, de açúcar e de café recuaram.

No setor de bebidas, houve redução da produção tanto de alcoólicas (-1,3%) como não alcoólicas (-0,7%). Segundo o FGV Agro, a queda não é resultado dos casos de intoxicação por metanol, já que o setor já vinha produzindo menos antes do escândalo.

Nas agroindústrias não alimentícias, quase todos os subsetores tiveram redução da atividade. A maior queda continuou sendo na produção de biocombustíveis, com recuo de 14,8%, ditado pela menor fabricação de etanol de cana-de-açúcar. Também houve diminuição da produção de fumo, produtos florestais e têxteis. A única indústria não alimentícia que cresceu foi a de insumos agropecuários, com alta de 2,3%.

Fonte: Globo Rural

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