Agronegócio Pressiona por Investimentos em Armazenagem para Conter Perdas na Cadeia Produtiva

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Agronegócio Pressiona por Investimentos em Armazenagem para Conter Perdas na Cadeia Produtiva

Déficit de infraestrutura compromete competitividade e gera prejuízos bilionários ao setor

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O agronegócio brasileiro intensifica a demanda por investimentos em infraestrutura de armazenagem, visando conter perdas significativas na cadeia produtiva. Com safras recordes previstas, o déficit de capacidade de armazenamento ultrapassa 120 milhões de toneladas, impactando negativamente a rentabilidade dos produtores e a competitividade do país no mercado internacional .

Durante o 3º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília, o presidente da entidade, Paulo Bertolini, destacou a necessidade urgente de construir mais armazéns nas propriedades rurais. Segundo ele, a falta de estrutura adequada resulta em perdas na colheita, aumento nos custos de frete e desvalorização do milho, configurando um cenário de “perde-perde” ao longo de todo o ano .

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Bertolini comparou a situação brasileira com a dos Estados Unidos, onde a capacidade de armazenagem supera o volume total da safra, com mais da metade das estruturas localizadas nas fazendas. Ele ressaltou que, no Brasil, a ausência de políticas eficazes de armazenagem dentro das propriedades coloca os produtores em desvantagem competitiva, especialmente em relação à soja, que disputa espaço no transporte e logística .

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A presidente do Instituto Pensar Agro e superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, reforçou a importância de direcionar recursos para as linhas de investimentos em armazéns, especialmente no âmbito do Plano Safra. Ela alertou para a necessidade de políticas públicas que incentivem a construção e ampliação de estruturas de armazenagem, fundamentais para a sustentabilidade do setor .

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a capacidade de armazenagem no país representa apenas 70% da produção de grãos, enquanto a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomenda que os países tenham 130% da produção em capacidade de armazenagem . Esse descompasso entre produção e capacidade de armazenamento tem resultado em prejuízos significativos para o setor.

Estudos indicam que as deficiências logísticas, incluindo a falta de armazéns, causaram perdas de R$ 41,4 bilhões ao setor de soja e milho nos anos de 2023 e 2024 . Além disso, a consultoria COGO Inteligência em Agronegócio estima que as safras recordes e o déficit de armazenagem provocaram R$ 30,5 bilhões em prejuízo nas lavouras de soja e de milho em 2023 .

Para enfrentar esse desafio, especialistas defendem a implementação de políticas públicas que incentivem a construção de armazéns nas propriedades rurais, com linhas de crédito acessíveis e prazos adequados. A modernização da infraestrutura de armazenagem é vista como essencial para reduzir perdas, melhorar a rentabilidade dos produtores e fortalecer a posição do Brasil no mercado global de grãos.

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