Se por um lado o agronegócio é importante na oferta de energia renovável no Brasil, as operações do setor ainda dependem consideravelmente de fontes fósseis. O quadro pouco difere, no entanto, dos padrões internacionais.
Conforme estudo do Observatório da Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2022, o Brasil consumiu 1,4 gigajoules (GJ) em energia fóssil para cada US$ 1 mil de valor de produção agropecuária. O montante é pouco superior à média global.
No mesmo ano, o mundo consumiu, em média, 1,2 GJ de combustíveis fósseis por US$ 1 mil de produção agropecuária. Mas a diferença entre os países é grande: há casos de altíssimo consumo de combustíveis fósseis no campo, como o da Argentina (7,9 GJ de fósseis por US$ 1 mil de produção), e também alguns com média baixíssima, como a Índia, cuja taxa foi de 0,1 GJ de combustíveis fósseis por US$ 1 mil de produção.
Ao mesmo tempo, o consumo total de energia no agronegócio brasileiro é ligeiramente menor do que a média global: a média nacional foi de 1,2 GJ por US$ 1 mil produzidos, e a média global, de 1,5 GJ por US$ 1 mil.
Segundo ele, o consumo de fósseis pelo agro brasileiro está “muito aquém da Europa, que faz uma agricultura com uma intensidade de energia muito grande”. Na Holanda, onde a produção depende de irrigação, o consumo de energia fóssil no campo foi de 5,9 GJ por US$ 1 mil produzidos.

