Nasceu da indignação do empresário gaúcho Lucídio Goelzer uma ideia que levaria o Brasil ao topo do mundo.
Nada de futebol, café ou samba no pé. A parada da vez é outra: o azeite. Há 25 anos, insatisfeito com a diferença de qualidade entre o produto nacional na prateleira e aquele que conheceu em terras estrangeiras, Goelzer decidiu plantar suas próprias oliveiras para consumo familiar. Anos mais tarde, os frutos tornaram-se mais que um negócio de sucesso na Estância das Oliveiras, gerenciada pelos seus filhos. A fazenda, localizada em Viamão, Rio Grande do Sul, foi saudada como produtora de um azeite digno da “nota da perfeição” no European International Olive Oil Competition (EIOOC), um dos principais concursos de azeite do mundo.
Há duas semanas, enfrentando adversários de países tradicionais nessa seara como Espanha e França, seu rótulo Frantoio recebeu a nota 100/100 – nunca antes concedida a outro participante de qualquer país. “Foi unânime entre todos os juízes, algo muito fora da curva”, diz Rafael Goelzer, filho de Lucídio e sócio-diretor da Estância.


